Barbeiragem assim? Tinha que ser mulher

Por Juliana Neves (jornalista colaboradora)
Dirigir ou pilotar exige uma série de competências e todos os motoristas passam por testes e psicotestes antes de receber a tão sonhada habilitação para ir às ruas.
Só que além de saber guiar o veículo, é necessário também ter responsabilidade, atenção e, em alguns casos, muita paciência para lidar com um trânsito cada vez mais estressante e cansativo.
Nesse cenário desgastante onde as pessoas costumam ficar impacientes, você já deve ter ouvido ou até mesmo falado “tinha que ser mulher”, ou “você dirige como uma menina” em alguma situação negativa no trânsito: como um carro andando devagar ou alguém com dificuldade para estacionar. Nem preciso explicar que não existe qualquer diferença biológica que justifique o fato de ainda achar que os homens estão mais aptos a dirigir do que as mulheres. Isso é simplesmente uma questão cultural, que se agrava pelo fato de não existir gentileza no trânsito.
O problema em questão vai além de uma briga de gêneros; é um comportamento social. E já que não temos como evitar o trânsito, podemos aprender a lidar melhor com o tempo que passamos nele – seja dirigindo, pilotando, na carona, sendo pedestres, ciclista ou passageiros no transporte coletivo- Para tornar o trânsito melhor, é preciso que as pessoas que fazem parte dele tenham atitudes melhores.
O que podemos fazer para transformar essa realidade caótica atual é aprender a ter empatia no dia a dia. Se você já se sente totalmente confiante em conduzir o seu veículo, ótimo! Mas pratique isso de maneira cuidadosa e sem fazer um alvoroço sempre que se deparar com algum iniciante ou alguém que esteja visivelmente com alguma dificuldade. Dar espaço, deixar ultrapassar, não buzinar assim que o sinal fica verde, ou até ajudar alguém a estacionar, são atitudes que podem não te fazer um (a) melhor motorista, mas com certeza te deixará mais humano.
Respeito e gentileza no trânsito, repasse essa ideia!

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