Captur fica mais “amigo” do dono

Autos e Motos andou na configuração Intense do Captur CVT com motor 1.6 flex SCe, que gera 120 cavalos – são seis cavalos a mais em relação ao motor único que vem sob o capô do crossover da marca Japonesa.

No Brasil, a Aliança Renault/Nissan compartilha componentes mecânicos e algumas soluções nos projetos de seus veículos. A japonesa Nissan lançou o Kicks. Já a Renault tem o Captur, que acaba de ganhar a transmissão CVT X-Tronic, a mesma que equipa o Kicks no país. Com exclusividade, Autos e Motos andou na configuração Intense do Captur CVT com motor 1.6 flex SCe, que gera 120 cavalos – são seis cavalos a mais em relação ao motor único que vem sob o capô do crossover da marca Japonesa.

Ofertado em duas versões – há ainda a Zen -, o Renault Captur X-TRONIC CVT tem preço de R$ 84.900 e R$ 88.400. Como rodamos pelas ruas de Salvador com o Captur Intense, os dias foram bem agradáveis. Nada de ficar passando marchas ou se cansando com os longos engarrafamentos, usando a primeira e a segunda marchas e o pé esquerdo no pedal da embreagem. O sistema CVT é um dos mais modernos, e a Renault “acertou” na oferta da transmissão produzida pela Jatco, empresa da Aliança Renault-Nissan, no Captur, modelo que tem a missão de enfrentar fortes rivais, como o Ford EcoSport, Honda HR-V, Hyundai Creta e Jeep Renegade.

Omotor 1.6 flex gera 120 cavalos de potência
Omotor 1.6 flex gera 120 cavalos de potência

Com o motor 1.6 de 120 cavalos, a Renault posiciona o Captur na linha de frente com Honda WR-V, Nissan Kicks e versões mais baratas e de motores menores do EcoSport, Creta e Renegade. Esta transmissão tem sistema de marchas continuamente variável de última geração. Assim, o Captur CVT tem ganhos na economia de combustível, especialmente em situações urbanas.

As duas configurações do Captur são bem equipadas e trazem um conjunto mecânico ajustado. A versão de entrada Captur Zen vem, de série, com luzes diurnas de LED, rodas de 17 polegadas, ar-condicionado e acesso no carro e partida do motor presenciais (com cartão).

Autêntico Renault

Para quem gosta de SUV´s urbanos, o Captur tem suas qualidades. Desta vez, o veículo realmente é um Renault. Nos últimos 10 anos, modelos da marca francesa (Sandero, Logan e Duster) ganharam o carimbo de carros Dacia, marca romena pertencente ao grupo francês. O Captur é um autêntico Renault como o futuro compacto Kwid, que será lançado no começo do mês que vem no mercado nacional.

Seu porta-malas transporta 437 litros
Seu porta-malas transporta 437 litros

Com isso, a Renault deve reforçar sua imagem com veículos de design moderno e de tecnologia embarcada. Para garantir tudo isso, o Captur já vem com direção eletro-hidráulica, controle de velocidade de cruzeiro, sensor de ré, vidros e travas elétricos, airbags frontais e laterais e controles de tração e estabilidade. Sua versão Intense ganha ainda ar-condicionado digital, câmera de ré, sensores de luz e chuva e uma central multimídia com várias funções. Ambas têm carroceria com duas cores, garantindo o estilo do teto em tonalidade diferenciada entre os SUV´s.

Em um simples comparativo com o irmão de pele Kicks, o Captur sai na frente com seu visual de linhas mais harmoniosas. Por ser japonês, o Kicks ousa no desenho da carroceria e cai no risco do “gostei ou não gostei”. No acabamento do painel, ambos têm boas soluções e as fabricantes usam bem os materiais. No banco traseiro, o espaço é evidentemente maior no Captur. Seu porta-malas carrega 437 litros – no Kicks, são 432 litros. Na prática, é praticamente o mesmo espaço para transportar malas e objetos para viagens.

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Se há algumas semelhanças com o Duster, isto fica por conta do multimídia. A Renault cobra a mais pelo sistema – R$ 1.990 – com pacote Media Nav, tela tátil com navegador, com câmera de ré e funções para deixar todos conectados via bluettoth e entrada USB. Por sinal, o multimídia é um dos mais simples para manuseio e de fácil uso. Mas só se pagar. Há ainda comandos no volante e a chave para ligar o motor é um cartão que deve ser colocado em um compartimento no console central. Assim, basta sair do carro e se afastar alguns metros para que o sistema trave as portas do carro.

A Renault oferece garantia de fábrica de três anos ou 100 mil quilômetros. O Captur ainda é vendido com motor 1.6 e câmbio manual de 5 marchas e propulsor 2.0 flex, de 148 cavalos e câmbio automático de quatro velocidades.

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