Com selo Made in China, XC60 Recharge é o caminho eletrizante da Volvo no mundo

Por Roberto Nunes

 

O XC60 é realmente o carro-chefe da Volvo pelo mundo afora. E não é diferente nas terras baianas. Fruto das melhores e mais modernas tecnologias da marca sueca, o SUV médio de luxo finca suas quatro rodas no mundo dos mais modernos veículos com motorização híbrida, podendo usar toda a disposição do propulsor a gasolina como a eficiência energética do motor elétrico.
AUTOS E MOTOS testou por uma semana o XC60 R-Design T8 em Salvador e pelas vias do litoral baiano. Com o selo de produção Made in China, o SUV da Volvo segue a linha das tecnologias inovadoras e requinte nos detalhes. Ficou sim mais potente e, naturalmente, a Volvo cobra por isso. Neste mês tem valor sugerido de R$ 389.950 na GNC Suécia, concessionária exclusiva da marca em Salvador.
A Volvo, marca do grupo chinês Geely, equipa o XC60 Recharge com os motores 2.0l biturbo e o híbrido T8 Hybrid Plug-In. Assim, a potência combinada é de 407 cv (320 cv do propulsor a combustão e 87 cv do elétrico) com torque máximo (combinado ) de 65,3 kgfm. Completam o conjunto mecânico a transmissão automática de oito velocidades e a tração integral eAWD.
Mesmo sendo um carro chinês, sua “alma” é escandinava. E os mais puristas sabem que há uma certa desconfiança de produção. A “pegada” Volvo é reconhecida mas a construção chinesa tem lá suas diferenças. Mas vamos levar em consideração que é um Volvo.
A vontade de andar no XC60 é grande. O modelo Hybrid tem disposição e sua velocidade máxima é de 230 km/h. Acelera de 0 a 100 km/h em 5.3 segundos. E realmente surpreende com um amplo pacote de tecnologias de auxílio ao condutor, além de oferecer toda a modernidade e conectividade por meio do multimídia instalado no generoso e bem acabado painel de instrumentos.
O mundo Volvo hoje tem apenas modelos hybridos e elétricos (essa semana, enfim, a marca sueca lançou oficialmente o XC40 Pure Electric, o primeiro 100% elétrico) no Brasil. Aposenta a matriz dos combustíveis fósseis (gasolina e diesel) e faz a transição para os motores elétricos. Por sinal, o XC60 Recharge usa o modo elétrico para rodar até 54 km. Para recarregar a bateria, o dono pode usar uma tomada doméstica comum (desde que possua uma tomada com o mesmo padrão do conector), o WallBox ou por meio das estações públicas de abastecimento.
O pacote de equipamentos no XC60 Recharge é bem generoso e traz itens ar condicionado DualZone, teto solar panorâmico elétrico, central multimídia de 9 polegadas, painel de instrumentos digital, Bluetooth, navegador GPS Sensus Navigation Pro e 10 alto-falantes. O volante é multifuncional e o banco do motorista (e do passageiro) tem regulagem elétrica. O SUV traz ainda frenagem automática com visão noturna, sistema inteligente de informação, alerta de colisão frontal, chave com controle remoto integrado, sistema keyless, cruise control, câmera de ré, pilot assist, sistema Start&Stop, faróis full LED, sensor de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e entre outros.
Se há pecados? Há, sim. A Volvo esqueceu de incluir o sistema de travamento do carro para situações onde o motorista esqueceu de usar o cinto de segurança. É um detalhe que faz, sim, senhor, a diferença em um carro de luxo e de uma marca que tem seu DNA na segurança veicular.
Mas a versão R-Design tem suas compensações com sistema de áudio Harmam Kardon, assentos dianteiros com ajuste de extensão, alerta de ponto cego, sistema contra impactos laterais, entre outros itens de conforto e segurança.

A briga pelo cliente exigente é no andar de cima dos SUV’s com rivais como os alemães Audi Q5BMW X3 e Mercedes-Benz GLC. O XC60 é ao estilo XC90 e tem um porta-malas de 505 litros. Conta com botão para fechar automaticamente o compartimento e você pode ainda passar o pé por baixo do carro para abrir o compartimento de bagagens, caso você esteja com as duas mãos ocupadas. Simples e bem prático. Para fechar, faz o mesmo movimento.

O carro anda praticamente sozinho e freia também. Precisava estacionar mas a Volvo deve ter esquecido este item. A versão R-Design é um mini-XC90. Há alerta de colisão traseira, sistema de alerta de ponto cego (BLIS) e controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e o eficiente assistente de direção semiautônoma (Pilot Assist) até 130 km/h.

E tudo se encaixa bem e tem sim suas funcionalidades. A Volvo capricha e oferece um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia com tela sensível ao toque de 9 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, estradas USB e auxiliar, bluetooth e sistema de audio com 10 alto-falantes e 330 watts, subwoofer. Tem GPS, assistente de partida em rampa, assistente de descidas íngrimes, controle eletrônico de estabilidade, isofix, rodas de alumínio 21 polegadas, chave presencial, bancos dianteiros com ajuste elétrico e aquecimento e banco do motorista com função memória, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, bancos de couro, sensor de chuva e crepuscular, airbag lateral e de cortina, câmera 360º, sensor de mudança de faixa, sistemas de proteção contra impactos laterais e alerta de colisão frontal, alerta de colisão traseira, abertura e fechamento elétrico do porta-malas, sistema de monitoramento de pressão dos pneus e monitoramento de ponto cego.

Com pouco histórico no Brasil, os carros híbridos e elétricos ainda carecem de uma maior rede de eletropostos. Entre os dois, o mercado nacional tem perfil mais para os veículos híbridos. No caso do Volvo XC60 R-Design, ser chinês pode pesar na hora da briga com os alemães. Mas a Volvo garante o selo Made in China dos seus carros escandinavos.

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