Como evitar os acidentes de carro; confira

As ações de fiscalizações presentes há 10 anos, como a Lei Seca, são uma das responsáveis pela redução de acidentes de trânsito. Segundo levantamento feito em 2018 pelo Ministério da Saúde, em 6 anos houve uma redução de 27,4% dos óbitos nas capitais brasileiras. Apesar desses números representarem uma boa parte das causas de mortes no trânsito, os acidentes com automóveis ainda se destacam dentre os mais ocorridos. Pra complementar o assunto, o infográfico apresenta os acidentes com veículos mais comuns e como você pode evitá-los. E veja como desatenção e negligência são os fatores mais preocupantes no trânsito durante as férias e que os motoristas jovens são os mais indenizados com o seguro DPVAT.

Férias sempre levam muitas famílias para viajar pelas estradas de todo o Brasil. Por conta disso, vale destacar aqui 2 fatores que ocasionam acidentes, ferimentos e mortes no trânsito: a desatenção e a negligência. No caso da desatenção ao volante, pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde indica que 1 em cada 5 brasileiros (19,3%) admite usar o celular enquanto dirige. A distração causada pelo uso do smartphone ao volante está entre os 3 principais fatores de acidentes, junto com o excesso de velocidade e a embriaguez. E estudo do Cesvi aponta que responder uma mensagem no WhatsApp a 80 km/h equivale a dirigir a extensão de um campo de futebol inteiro com os olhos fechados. Pra completar, levantamento feito nos EUA pela NHTSA (Administração Nacional de Segurança Viária) constatou que o uso de celular aumenta em 400% o risco de sofrer um acidente de trânsito.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018, a adoção de cadeirinha para o transporte de crianças até 7 anos e o uso do cinto de segurança no banco de trás até os 9 anos reduziram em 1/3 as internações de crianças acidentadas em estado grave e reduziram em 1/5 as mortes de pessoas nessa faixa etária transportadas em veículos. Segundo o Conselho Federal de Medicina, antes da obrigatoriedade do uso de equipamentos de segurança para os pequenos, em média 37 pessoas de até 9 anos morriam em um ano, em decorrência da gravidade dos acidentes de trânsito. Os casos diminuíram para 18, em 2017.

OVENS – Os dados do seguro DPVAT revelam que os jovens ainda são as principais vítimas das ocorrências, principalmente quando estão no comando da direção. Dos mais de 191 mil motoristas indenizados em 2018, cerca de 103 mil tinham entre 18 e 34 anos. Deste total, 62% estavam em motos. Se analisados todos os tipos de vítimas nesta faixa de idade (motorista, passageiro e pedestre), o veículo de duas rodas se mantém como o principal responsável pelos acidentes, registrando cerca de 6 vezes mais pagamentos que os casos envolvendo automóveis.

Segundo dados da seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT, além dos benefícios pagos por acidentes com motocicletas, os jovens também concentram a maioria dos pagamentos por ocorrências fatais, com cerca de 40% dos sinistros. São Paulo, Minas Gerais e Paraná lideram a lista de Estados com maior quantidade de indenizações por morte para jovens, com 2.177, 1.482 e 1.076 benefícios, respectivamente. Já Roraima, Amapá e Acre ocupam as últimas posições. Em relação às demais coberturas oferecidas pelo seguro (invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e suplementares), os jovens somam 43% dos benefícios pagos em 2018. O índice representa cerca de 140 mil pagamentos por acidentes de trânsito com pessoas de 18 a 34 anos, apenas no ano passado.

A faixa etária ainda merece destaque quando observados os pagamentos por acidentes envolvendo motos. Enquanto os carros registraram 20.054 benefícios pagos, o veículo de duas rodas somou 128.708 indenizações destinadas aos jovens – cerca de 6 vezes mais. O número equivale a 52% dos benefícios pagos por ocorrências com motos no país. Isso indica a importância da atenção, uma vez que dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que a falta dela foi a principal causa dos acidentes em 2018.

SEGURO DPVAT – O DPVAT é um seguro obrigatório que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional (seja motorista, passageiro ou pedestre) e oferece 3 tipos de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos. Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% vão para a União (para despesas, reservas e pagamento de indenizações), 45% vão para o Sistema Único de Saúde – SUS (para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito) e 5% vão para o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito.

 

 

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