Duster CVT garante conforto

AUTOS E MOTOS testou por 30 dias a configuração Duster 1.6 CVT e rodou por praias do litoral norte baiano, como Jauá, Arembepe, Guarajuba e Imbassaí.

Por Roberto Nunes

Nos últimos quatros anos, quem deseja um carro pensa, em algum momento, em um SUV ou em um crossover. Parte dos planos da francesa Renault para ganhar mercado no segmento dos SUV´s urbanos, o Duster chegou com tudo em 2010 e, hoje, já tem sua história no Brasil. Primeiro modelo a desbancar em vendas o pioneiro Ford EcoSport, o Duster é uma opção honesta e de argumentos sólidos.

Ganhou visual mais sóbrio nas linhas parrudas e trocou o câmbio automático por um do tipo CVT, o mesmo que equipa o moderno Captur e de origem Nissan, que usa a transmissão no Kicks. AUTOS E MOTOS testou por 30 dias a configuração Duster 1.6 CVT e rodou por praias do litoral norte baiano, como Jauá, Arembepe, Guarajuba e Imbassaí.

Duster no rancho Janis Joplin na praia de Arembepe
Duster no rancho Janis Joplin na praia de Arembepe

Produzido na mesma plataforma do projeto Logan/Sandero, o Duster vem equipado com motor 1.6 SCe flex, mais moderno e de 120 cavalos e 16,2 kgfm a 4.000 rpm, auxiliado pelo novíssimo câmbio CVT. O conjunto mecânico garante maior conforto e caiu superbem no utilitário, que tem peso de 1.240 kg, 48 kg a menos em relação ao Captur já testado pela equipe AUTOS E MOTOS. Assim, o desempenho do “jipinho” ficou bem mais animado e, na estrada, o carro anda bem com trocas suaves e boas arrancadas para ultrapassagens.

O Duster 1.6 CVT amplia a gama da versão de entrada, só ofertada anteriormente com câmbio manual. Sai por R$ 75.490 e traz itens como direção eletro-hidráulica com ajuste regular, controles para a multimídia no volante, controle de velocidade com ativação em um botão no painel central e um bom pacote de itens de segurança.

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Com preços salgados, os carros “brasileiros” servem de piada para outros mercados. Na Europa, por exemplo, sistemas de controle de tração e de estabilidade são obrigatórios em todos os modelos vendidos por lá. Aqui, a montadora dispensa como item de série – só pagando para ter mais segurança no carro. O Duster sai na frente e é um carro-família e para os jovens mais aventureiros. Tem ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, banco do motorista com ajuste de altura, rádio com conexão Bluetooth e controle por haste na coluna de direção, duplo airbag, freios com ABS e indispensáveis sistemas de controle de tração e estabilidade e as luzes diurnas em LED.

A Renault equipa bem o Duster e oferece bom espaço com um porta-malas de 470 litros. Em situação de viagem, o Duster é um carro seguro e extremamente econômico na estrada. Sua posição de dirigir é razoável, os bancos são anatômicos e é possível rebater os assentos para transportar mais carga.

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Para quem gosta de emparelhar o smartphone no multimídia, o sistema da central multimídia é moderno e de fácil manuseio. O Media Nav da Renault é extremamente moderno. Tem conectividade, GPS, Bluetooth e rádio. Quem usa iPhone, é possível utilizar as facilidades do aplicativo SIRI, que capta o comando voz do motorista e permite a busca de músicas e pessoas da lista de contatos, sem tirar as mãos do volante. Com a atualização do sistema IOS para a versão 8.3, o sistema SIRI está agora disponível em português.

* O Duster 1.6 CVT foi cedido pela Renault do Brasil 

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