Guerra de sedãs: VW Virtus ou Honda City?

O ressurgimento do segmento de sedãs compactos médios começou com o lançamento do Volkswagen Virtus e do Fiat Cronos. Na onda, a Honda reestilizou o compacto City. A Toyota entra no páreo com o Yaris, modelo que já está sendo produzido na fábrica de Sorocaba (SP) e que será lançado em junho para o mercado brasileiro.

AUTOS E MOTOS emparelhou o novíssimo Virtus com o moderninho City para mostrar quais sãs as qualidades e pontos fracos dos dois sedãs no Brasil.

Realmente, o Virtus é um carro totalmente novo. Mas, a Honda trouxe muito do Civic atual e do Accord para seu sedã menor. A Volkswagen usa plataforma MQB, a mesma do Polo, Golf e Tiguan. Chegou ao mercado nas versões de acabamento 1.6 MSI (R$ 59.990), Comfortline 200TSI (R$ 73.470) e Highline 200TSI (R$ 79.990). Há a opção dos câmbios manual e automático de seis velocidades. Já a Honda oferece as versões DX (R$ 60.900) e EXL (83.400), ambas com o  motor 1.5 i_VTEC FlexOne, de 116 cavalos e 15,3 kgfm de torque, e opção dos câmbios manual de cinco marchas (DX) ou CVT com a simulação de sete marchas e trocas atrás do volante.

Se é para se diferenciar, o Virtus tem um pé na modernidade e na esportividade também. Tem visual mais classudo e tradicional e valoriza a tecnologia embarcada e o bom desempenho do motor. A Volks enaltece três pontos: visual, esportividade e tecnologia. Já a Honda anda mais pelos cantos da esportividade visual e pacote mais família para motorista e demais passageiros. Um dos pontos em evidência no City é o espaço para todos.

No segmento dos sedãs, todo mundo quer mesmo é conforto. A Honda oferece tudo na versão topo da gama. Entre os itens compartilhados nas duas configurações, o City já vem de série com ar-condicionado, direção elétrica e trio elétrico, além de volante com regulagem de altura e profundidade e sistema de áudio com Bluetooth. Ganha ainda volante com regulagem de altura e profundidade, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis de neblina e lanternas com guias de LED, airbags laterais, sistema digital no ar-condicionado, controle de cruzeiro e o sistema de áudio com tela de 5 polegadas, câmera de ré e aletas atrás do volante. Os mimos extras ficam por conta do airbag de cortina, retrovisores elétricos com rebatimento automático, central multimídia de sete polegadas, navegador integrado e conectividade com o sistema Apple CarPlay e Android Auto. Os bancos são couro.

A briga é grande e a guerra é das mais fortes com o Virtus. A Volkswagen inclui na versão TSI um pacote com sensores de estacionamento dianteiro, indicador de pressão dos pneus, antena tubarão, câmera de ré, detector de fadiga, espelho retrovisor anti-ofuscante, sistema de frenagem pós-colisão, sensor de chuva e multiídia Discover Media com tela de 8 polegadas. O pacote Technolog adiciona o painel digital Active Info Display e as rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus 205/50 R17. A chave é presencial e há controle de cruzeiro, ar-condicionado digital e banco do passageiro com rebatimento para a frente e o descanso de braço dianteiro com porta-objetos. Tem porta-luvas refrigerado, faróis de neblina com função cornering light e iluminação diurna em LED. As rodas são de liga leve de 16 polegadas e há como opcionais rodas maiores de 17 polegadas. Tem volante multifuncional revestido de couro e detalhes em preto brilhante na cabine.

 

Anda muto bem

A disputa pende mais para o sedã da Volkswagen ao ser comparado com o modelo da Honda no quesito mecânica e pegada mais esportiva. O Virtus chega com seu motor 1.0 turbo flex (da família TSI) e de três cilindros. Tem respostas rápidas nas saídas com seu torque alto de 20,4 mkgf e, depois das aceleradas, mostra sua potência de 128 cavalos abastecido com etanol. A Volks já havia elevado a potência nos hatchs up! (105 cv) e Golf (125 cv) neste motor 1.0 TSI com gasolina e etanol. Se há um ponto forte neste sedã é o motor 1.0 TSI Flex, que roda muito bem em situação de estrada, especialmente para ultrapassagens, e na cidade, com consumo justo de 11 km/litro, de acordo com o computador de bordo do veículo.

Painel de instrumentos do Honda City 2018

Já o City é ofertado apenas com o motor 1.5, de potência e torques inferiores aos do Virtus com motor 1.6 flex aspirado, de 117 cavalos. No entanto, tem consumo melhor de 12 km/litro em situação na cidade, medido pelo próprio computador de bordo. Para um carro urbano, é um número muito bom em tempos de gasolina com preço bem próximo aos R$ 5 por litro (exatos R$ 4,59/litro em Salvador). O que  mais surpreende no City é o equilíbrio mecânico e de rodagem.

Painel de instrumento do Virtus TSI

Mas modelo sedã tem, sim, que oferecer espaço para todos e, principalmente, para bagagens no porta-malas. O compartimento de carga é um item que define a compra de um sedã. Isto só é conseguido graças ao tamanho do carro e a distância de entre-eixos. O três-volumes do Polo tem 4,482 metros de comprimento e 2,651 metros de entre-eixos. Já o modelo da Honda é menor com seus 4,455 metros de comprimento e sua distância de entre-eixos é de 2,60 metros. Mesmo sendo menor, o porta-malas do City é, pasmem, maior com 536 litros contra os 521 litros no Virtus.

Para andar bem, a Volks oferece um tanque de 52 litros. Já a Honda City tem um tanque de 46 litros. Assim, o Virtus pode rodar uns 100 km a mais. Isso em viagem é um ponto a mais.

O custo das três primeiras revisões do Virtus fica na faixa dos R$ 1.350. Já a Honda oferece para o City preço de R$ 1.300 nas três primeiras manutenções (10 mil, 20 mil e 30 mil km). Na prática, não há tantas diferenças neste quesito. Porém, há muitas diferenças na hora de rodar com o City e com o Virtus. A Volks proporciona itens a mais no Virtus, a começar pela conectividade em seu multimídia, item essencial no mundo do smartphone. Em relação aos seus rivais (no caso, o City), a fila dos concorrentes cresce e deve seguir, sim, o ajuste tecnológico do sedã do Polo.

 

 

 

Veja também...

Veja mais
Carregar mais