Ka Trail fica só no visual aventureiro

Ka Trail fica só no visual aventureiro

AUTOS E MOTOS testou com exclusividade e em primeira mão a configuração Ka Trail 1.0. O hatch tem visual aventureiro e pacote mais generoso de equipamentos. Peca no preço na faixa dos R$ 48 mil

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Motor 1.0 flex de três cilindros 85 cavalos

Produzido em Camaçari, o Ka é um exemplo de hatch compacto moderno e cheio de qualidades. Este mês, a Ford anunciou a marca de 1 milhão de unidades Ka produzidas no mercado brasileiro. A terceira geração do compacto Ka sai da Bahia e agora tem a opção da versão aventureira Trail, com pacote visual mais arrumadinho e oferta dos motores 1.0, de três cilindros e 85 cavalos, e 1.5 Sigma flex, com 110 cavalos.

Painel sem muitas mudanças e multimídia Sync Fotos: Teo Henrtique
Painel sem muitas mudanças e multimídia Sync Fotos: Teo Henrtique

AUTOS E MOTOS testou com exclusividade e em primeira mão a configuração Ka Trail 1.0. Sem a transmissão que dispensa o pedal de embreagem – caixa automática ou automatizada -, o Ka Trail se torna um carrinho de pacote justo e generoso. Peca no preço salgado para um carro 1.0 – R$ 47.690 -, mas este é um problema geral do “veículo brasileiro”. Seu visual é o maior atrativo com rodas de liga leve e pneus de uso misto de 15 polegadas, faixas esportivas nas laterais e traseira, rack de teto e molduras nas caixas de rodas.

Barras no teto para valorizar o hatch
Barras no teto para valorizar o hatch
Faixas nas laterais da carroceria
Faixas nas laterais da carroceria
Rodas de liga leve de 15 plegadas
Rodas de liga leve de 15 plegadas

No Brasil, modelos com pegada visual off-road têm seus adeptos. Assim, a Ford valoriza esta “pegada visual” e inclui ainda faróis de neblina, maçanetas e retrovisores na cor cinza Londres, apliques nos para-choques e lanternas traseiras fumê. Seu interior segue também esta tendência e o motorista e demais passageiros têm um ambiente agradável. Os bancos são em couro sintético e tecido, os pedais em alumínio e há soleira protetora na porta e tapetes personalizados.

 

 

A versão que já está à venda no Brasil é a com motor 1.0 flex, de 85 cavalos. Moderno, este propulsor traz sistema TiVCT Flex de três cilindros e vem acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Mês que vem, a Ford vai oferecer a opção com motor 1.5 Sigma Flex, de 110 cavalos. Os dois propulsores têm tecnologia eletrônica Easy Start, que não usa o tanquinho adicional para partida rápida com etanol e vários aprimoramentos para a redução de atrito e eficiência. A Ford conseguiu padrão A de economia de combustível aferido pelo Conpet/Inmetro.

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Em situação urbana, o hatch mostrou-se econômico, rodando na faixa entre 10 km/litro e 13 km/litro. Para situações de engarrafamentos e na cidade, uma média boa; a depender da maneira de guiar do motorista este número pode ser até melhor.

Testado

Mas, o Ka Trail é um carro que finca as quatro rodas no padrão de apliques visuais. É realmente bem equipado e seu design está alinhado ao padrão global Ford. Esta configuração Trail tem uma suspensão diferente da versão normal, com altura do solo ampliada em 31 mm (para 200 mm). Isso garante uma melhor dirigibilidade, graças aos pneus Pirelli ATR 185/65 R15, de uso misto – 50% em estrada e 50% fora de estrada. Nem pense em querer botar na lama. O Ka Trail é, de fato, um hatch urbano.

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A Ford fez sim mudanças e incluiu novas molas e amortecedores dianteiros e traseiros, barra estabilizadora dianteira maior, eixo traseiro mais rígido e novos coxins do motor com amortecimento hidráulico. Os amortecedores são maiores em relação ao tamanho. Os freios ABS ganharam uma calibrado específica, influenciando as respostas mais rápidas da direção elétrica. Todas os testes e mudanças foram feitos e acompanhadas pela engenharia no campo de provas da Ford em Dearborn, nos Estados Unidos.

Na prática, não justifica este preço na faixa dos R$ 50 mil. No lançamento, a Ford quis usar a palavra SUV: um pecado para “colar” a imagem de utilitário esportivo em um hatch pequeno, de apelo visual aventureiro, de pouco espaço e sem um porta-malas maior – são apenas 257 litros. Beira a falta de noção do que é realmente um SUV. Em outros mercados, a Ford jamais usaria este tipo de argumento para vender um hatch com visual aventureiro. O tanque de combustível com capacidade de 52 litros é razoável para um “carro que bebe pouco”.

Revisão com preço fixo

A Ford é uma das fabricantes com revisão de preço fixo dos seus carros no Brasil. Com preço fixo, suas três revisões anuais somam um total de R$1.040, o menor da categoria. Os valores são: primeira revisão, aos 12 meses ou 10.000 km, em quatro vezes de R$67; segunda revisão, aos 24 meses ou 20.000 km, em quatro vezes de R$86; e terceira revisão, aos 36 meses ou 30.000 km, em quatro vezes de R$107.

 

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