Motos premium brilham na Bahia

A Bahia tem uma legião de fãs das motos premium. São modelos estradeiras e superesportivas que garantem o imaginário dos apaixonados por duas rodas. Uma delas é a HD Fat Boy

Showwroom Foto Roberto Nunes

O mundo das duas rodas acelera além das fronteiras. Em ritmo de crescimento, o segmento de motocicletas tem um leque vasto de modelos premium. Na Bahia, marcas como as tradicionais Harley-Davidson, Kawasaki e BMW reúnem uma legião de fãs, todos aficionados pelo perfil das motocicletas estradeiras, esportivas e big trail.

A cultuada fabricante inglesa Triumph está em busca de parceiros para abrir revendas em Salvador e Recife, duas cidades que ditam o rumo dos negócios das vendas de motos, especialmente dos modelos acima de 500 cilindradas no Nordeste brasileiro. Até o fim deste ano, a intenção é a de já oferecer a Tiger 800 XC e a nova Tiger Explorer XC em uma loja oficial na capital baiana.

Montada em regime de CKD (Complete Knock-Down ou conjunto de peças montadas), a Triumph Explorer XC vem equipada com motor de três cilindros, 1.215 cc, com eixo de transmissão. Gera 137 cavalos de potência e 121 Nm de torque, valores excelentes para um modelo de duas rodas. Para garantir exclusividade, custa R$ 62 mil e entrega um visual incrementado e um pacote de segurança com piloto automático, controle de tração, sistema de freios ABS regulável e eixo de transmissão praticamente livre de manutenção.

Clube de motos

O nicho premium das duas rodas é valorizado por modelos customizados (cada moto pode ficar com o estilo do motociclista e receber sissy bar, alforges, escapamento, manoplas, pedaleiras e protetor de motor cromados) e de relação peso/potência próximo de um kg por cavalo.

Na Bahia, o perfil do motociclista do segmento premium é diferenciado também. Quem gosta das esportivas se reúne diariamente para cultuar as motos com carenagem de pinturas coloridas e motores potentes. Em Salvador, por exemplo, há encontros nas imediações do Farol da Barra.

BMW K1600-GTL-2014

Em busca da estrada, estão os apaixonados por modelos BMW. Com uma linha de motocicletas para uso misto (terra e asfalto), a marca bávara encontrou respostas positivas com a nova F800. Com valor a partir de R$ 44.350, a big trail da BMW respira por um motor de 800 cc. Gera 85 cavalos e torque máximo de 8,5 kgfm, auxiliado por um câmbio de seis marcas, freios ABS de série e controle de tração.

Para Márcio Mallmann, coordenador técnico da Prime Motors, a nova F800 é a porta de entrada para muitos motociclistas de primeira viagem. “Nota-se que esta é a moto para o sonho realizado. Tem porte, postura alta de pilotagem, motor forte e é para uso tanto no asfalto quanto para a terra também”, reforça Mallmann.

Mas no mundo das duas rodas, há motos, e há “máquinas”. Bem longe da imagem do grupo de motociclistas Hells Angel´s (os roqueiros bom de brigas e homens carrancudos com suas jaquetas pretas dos anos 60 e 70), os atuais donos de Harley-Davidson participam de encontros e moto-passeios organizados pelo HOG (Harley Owners Group), o exclusivo clube de proprietários de motos Harley. “Somos uma família. Quem tem uma Harley, quer diversão. Esta é a filosofia do harleiro”, garante Davidson Botelho, da revenda HD Bahia.

A centenária fabricante de motos H-D tem uma gama completa de modelos, todos montados em sua fábrica de Manaus. Entre as mais cultuadas, estão a Road King, Street Glide e a Fat Boy. Reconhecida como o símbolo da marca americana, a Fat Boy ganhou mais fama no filme Exterminador do Futuro, protagonizado por Arnold Schwarzenegger nos anos 90, em uma perseguição de tirar o fôlego.

HD Fat Boy Fotos Roberto NUnes

Hoje, o modelo atualizado é o Fat Bob com valor base de R$ 45,9 mil para a cor preta (Vivid Black). É uma Dark Custom com “motorzão” bicilíndrico de 1.600 cc, refrigerado a ar, Twin Cam 96, nome dado pela marca para o V2, com câmbio de seis marchas e freios ABS de série. Tem pneus largos de 16 polegadas, para-lama mais curto e os grafismos destacam o desenho do tanque.

Esportivas

Na linha esportiva, as japonesas Kawasaki, Yamaha, Suzuki e Honda lutam ao estilo samurai. Se por um lado a Ninja ZX-10R despeja 200,1 cavalos de potência a 13.000 rpm com um torque máximo de 11,4 kgfm a 11.500 rpm, a Yamaha contra-ataca com a comedora de pista YZF-R1. Sua superesportiva é fabricada no Japão, mas é adaptada à gasolina brasileira, graças ao novo mapeamento do motor. Tem 184 kg de peso seco e os mesmos 182 cavalos da versão anterior, com a relação peso/potência na ordem de 1,01 kg/cv.

Na base intermediária, a Honda aposta na inédita CBR 500R, modelo de entrada no mundo das esportivas. Custando a partir de R$ 23 mil, a CBR 500R é a mais apimentada desta nova família de motocicletas. Seu motor bicilíndrico, de quatro tempos e 471 cm3 – DOHC (Double Over Head Camshaft), traz duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e arrefecimento a líquido -, que desenvolve potência máxima de 50,4 cavalos a 8.500 rpm e torque máximo de 4,55 kgf.m a 7.000 rpm.

Já a Suzuki remodelou sua Hayabusa com motor de quatro cilindros e 1.340 cilindradas, que é capaz de gerar poderosos 197 cavalos de potência. Com sistema de freios aprimorados com ABS de última geração, a superesportiva ganhou componentes da marca Brembo, uma das principais marcas deste segmento. O modelo sem freios ABS segue à venda na faixa de preços abaixo dos R$ 60 mil.

Modelos da Ducati, MV Agusta e séries especiais e exclusivas de motos são comercializadas por empresas importadoras independentes, como a Veloce Motors e GT Motors, na capital baiana. Segundo Guilherme Teles, da GT Motors, a compra de uma Triumph Bonneville é realizada de maneira exclusiva e dentro das normas fiscais no Brasil.

Top 5
Harley Davidson Road King – R$ 63.700
Suzuki Hayabusa – R$ 60 mil
BMW F800 – R$ 44.350
Honda CB 1000R – R$ 40 mil
Kawasaki Ninja 1000 2014 – Sob consulta

Motos cultuados
Harley-Davidson Fat Boy – Ícone da Harley em todo o mundo, a Fat Boy ganhou uma versão atualizada, a Fat Bob. É uma custom tradicional com motor bicilíndrico de 1600cc, refrigerado a ar. Tem câmbio de seis marchas, pneus largos e visual valorizado pelo tanque com grafismos. É uma estradeira com uma posição elevada do guidão.

Yamaha YZF-R1 – É uma superesportiva com visual que bebe na fonte das pistas do Moto GP. A marca japonesa abocanhou cinco títulos com a YZR-M1, modelo que ofereceu as linhas arrojadas para a R1. Tem sete níveis de tração e 21 diferentes configurações de pilotagem. Conta com câmbio de seis marchas e motor 182 cavalos a 12.500 rpm. A superesportiva dispensa os freios ABS.

2014-Yamaha-R1

BMW K1600 GFL – É uma moto para viagens longas. A K1600 GFL tem motor de seis cilindros de 1.649 cc, com 160 cavalos de potência a 7.750 rpm e 175 Nm de torque máximo a 5.250 rpm. Possui sistema de controle de tração com os três modos de condução (“Rain”, “Road” e “Dinamic”) e freio dotado de ABS de série. Tem ainda assistente de partida para aclives, apoio de braços e encosto aquecido para o acompanhante, além de um novo painel de instrumentos completo com som e o sistema de navegação tem interface controlável por iPod, MP3, USB e Bluetooth.

A matéria foi publicada na revista B+

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