Conheça o crossover WR-V se

Conheça o crossover WR-V se

Apresentado mundialmente no Salão do Automóvel de SP 2016, o WR-V é uma mistura de hatch e crossover. É feito no Brasil em duas versões de acabamento. AUTOS E MOTOS andou por 20 dias com exclusividade na versão mais cara, a WR-V EXL

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Por Roberto Nunes

O WR-V é um veículo que fica entre hatch e crossover. A Honda lançou o inédito modelo com a intenção de ser mais um SUV na “praça”. Na prática, é realmente um suvizinho interessante, bem arrumadinho, de amplo pacote de equipamentos e motor moderno 1.5 flex, que gera 116 cavalos e 15,6 kgfm de torque, auxiliado pela transmissão automática do tipo CVT, o mesmo conjunto ofertado no Fit.

E é no Fit que a Honda “finca as quatro rodas” do WR-V, modelo que entra na briga mais com Nissan Kicks, Suzuki S-Cross, Peugeot 2008 e versões de motor menor do Ford EcoSport, que chega reestilizado no segundo semestre para engrossar o caldo do caldeirão de SUV´s urbanos no Brasil. No preço, a Honda jogou para cima – são duas configurações EX por R$ 80.690 e EXL que custa R$ 84.690 – e isso serve para distanciar também os possíveis compradores de Fit.

Modelo feito em Sumaré é uma mistura de hatch e crossover
Modelo feito em Sumaré é uma mistura de hatch e crossover

AUTOS E MOTOS andou com exclusividade e em primeira mão na configuração mais cara do WR-V, a EXL. Se é para impressionar, é bom desembolsar os R$ 85 mil. O WR-V EXL tem visual mais vistoso com grade cromada, rodas com desenho esportivo, protetores emborrachados de para-lamas e um kit multimídia para deixar os ocupantes conectados e de bem com a vida.

Nesta configuração, a Honda oferece multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque, GPS e 2 entradas USB, com controle de chamadas no volante, além de airbag de cortina. De série, já vem equipado com direção elétrica, ar-condicionado (não é digital), vidro elétrico, rádio (CD player, entrada USB/auxiliar e conexão Bluetooth), controle de áudio ao volante e ajuste de altura e profundidade na direção.

O  motor moderno é 1.5 flex de 116 cv; dispensa tanque de partida a frio
O motor moderno é 1.5 flex de 116 cv; dispensa tanque de partida a frio

O novo modelo da Honda vem ainda com computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro, câmera de ré, luzes diurnas de LED, farol de neblina e retrovisor elétrico com repetidor de seta. As rodas são de liga leve aro 16 e há rack de teto, sistema de rebatimento dos bancos, Isofix (sistema mais simples para encaixar a cadeirinha) e airbags de frontais e laterais (para motorista e passageiro dianteiro).

Avaliação

AUTOS E MOTOS mostrou o WR-V para duas donas de Fit. No primeiro momento, as proprietários do hatch da Honda ficaram impressionadas com o design. O carro tem faróis com LED diurno, item que não há no Fit. Destaca-se ainda por ser um pouquinho maior em relação ao hatch, que emprestou a plataforma para a construção do WR-V na fábrica de Sumaré, interior paulista.

O aspirante a crossover tem quatro metros de comprimento, 1,73 metro de largura e 1,6 metro de altura. Na fita métrica, é apenas 10 centímetros maior em relação ao Fit. A direção elétrica do WR-V é a mesma do Fit e proporciona maior conforto para quem dirige em situações urbanas. O trunfo do WR-V é realmente ser Honda. O carimbo da marca japonesa “valoriza” o veículo, que fica um degrau acima do Kicks, S-Cross e do 2008. Mas peca, segundo as duas donas de Fit, pela falta de novidades no painel de instrumentos, considerado “tradicional” e com elementos similares ao do hatch. Fora a central multimídia, as duas afirmaram: “esperava mais do WR-V”.

Mesmo assim, AUTOS E MOTOS ressalta que o WR-V tem já seu espaço reservado na garagem de muitos consumidores. O crossover, de fato, está mais para um hatch maior e surpreende pela respostas mais rápidas e precisas da direção elétrica e pela suspensão ajustada para enfrentar os buracos das nossas estradas. Por ser a versão mais cara, realmente a Honda “escorregou” nos materiais – excesso de plástico e de simplicidade – não tão bem acabados principalmente nas portas. Para custar na faixa dos R$ 84 mil, o WR-V deveria ter pelo menos peças com couro sintético nas portas e também no painel de instrumentos.

Há controle no volante e faltam as aletas para a troca de marchas
Há controle no volante e faltam as aletas para a troca de marchas

Hoje até o compacto Mobi tem borboletas atrás do volante, item não ofertado no câmbio CVT pela Honda. Além disso, o WR-V dispensa sistemas de controle de tração e de estabilidade, dispositivos de segurança indispensáveis e que serão obrigatórios em 5 anos no Brasil. A falta da opção dos bancos em couro indica uma certa displicência na aparência interna. Parece até que o design fechou os olhos na hora de desenhar e escolher o que ia no interior do veículo. Além disso, apenas o vidro do motorista pode ser levantado por um toque.

Mas o WR-V é funcional, fácil de dirigir e mostra-se um carrinho descolado no visual externo. Outro ponto destacado é a central multimídia, com GPS integrado e opções disponíveis como rádio, bluetooth, entrada USB e para conexão via wi-fi. O Honda WR-V é vendido nas cores branco (sólido e metálico), vermelho, preto, cinza e prata.

 

 

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