Tiggo 2 é o primeiro carro Caoa Chery

Por Roberto Nunes, Itupeva (SP)

O lançamento do Tiggo 2 é um novo ciclo dos chineses no Brasil. A nova geração do SUV urbano da Chery faz parte de uma fusão com o Grupo Caoa, empresa sólida no ramo automotivo no país. A Caoa Chery nasce com a força de vendas da Caoa. O “primeiro filho” desta união entre os chineses e o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, digamos assim, é o Tiggo 2, modelo produzido no Brasil com o carimbo Caoa Chery.

O SUV urbano Tiggo 2 é um carro totalmente novo. Em comparação ao antecessor, herda apenas o nome. Produzido em Jacareí, o modelo da Caoa Chery surge em duas versões com visual moderno (Look e ACT) e preço justo e muito atraente (R$ 59.990 e R$ 66.490, respectivamente).

Traseira com identidade moderna e belo par de lanternas

Para entrar na briga com Renault Duster, Nissan Kicks, JAC T40, LIfan X60 e versões de entrada dos SUVs compactos, a Caoa Chery traçou planos ousados. Esqueça que o Tiggo 2 tem realmente origem chinesa. É um carro com visual totalmente ocidentalizado. Valoriza seu conjunto frontal com luzes diurnas de LEDS nos faróis, grade vistosa e vincos laterais da carroceria. Sua traseira tem detalhes que deixam o carro com aparência mais alta e belo par de lanternas.

Se é para impressionar, o design do Tiggo 2 realmente salta aos olhos. O SUV urbano da Caoa Chery tem 4,2 metros de comprimento, 2,56 metros de entre-eixos, 1,57 m de altura e 1,76 m de largura. Na ponta da régua, é um carro maior que um Hyundai HB20X e menor que um Renault Duster, por exemplo. Fica entre os hatches aventureiros e os SUVs compactos. Seu porta-malas tem um tamanho razoável – são 420 litros.

O Tiggo 2 vem equipado com motor é 1.5 flex, de 110 cavalos abastecido com gasolina e 115 cv com etanol. Seu torque máximo é de 14,9 kgfm e o câmbio é manual de cinco marchas. Até o fim deste semestre, adiantou Henrique Sampaio, gerente de marketing da Caoa Chery, chega a tão esperada versão automática. Até o fim deste ano, mais três modelos serão lançados para os brasileiros.

O Tiggo 2 em sua versão de entrada Look tem bom pacote de equipamentos e vem com freios a disco nas quatro rodas, monitor de pressão dos pneus, ajuste elétrico dos faróis, banco traseiro bipartido com três encostos de cabeça, cintos de três pontos para todos, Isofix, sensor de ré e luz de neblina traseira. Traz ainda ar-condicionado, pacote elétrico completo, rodas de liga leve aro 16, Isofix, sensor de estacionamento traseiro, DRL (luz diurna de rodagem) e entre outros itens.

 

Já o Tiggo 2 mais completo, a configuração ACT, inclui ainda piloto automático, ESP, assistente de partida em rampas, câmera de ré, teto solar, central multimídia moderna com espelhamento Android Auto e Apple CarPlay, controle de estabilidade e de tração, volante multifuncional em couro, ar-condicionado automático, entre outros mimos.

Em situação de test drive nas estradas do interior paulista, o Tiggo 2 mostrou que o motor 1.5 flex 16V, o mesmo do Celer mas com ajustes como comandos de válvulas variáveis, fica mais interessante na cidade. O carro anda bem e atinge rapidamente a velocidade de 100 km/h. Mas para ai, e o isolamento acústico no Tiggo 2 entrega que o motor “pede” mais potência nas ultrapassagens e deixa o carro mais ruidoso, principalmente, nas retomadas de marcha.

O Tiggo 2 tem uma pegada mais para o público feminino, já que pessoas com estatura acima de 1,80 metro devem encontrar maior dificuldade para entrar no carro. O caimento da carroceria entre as colunas A e B deixa a cabeça do motorista (mais alto) quase batendo no teto, e o banco dispensa um sistema de regulagem de altura para ajustes de posicionamento.

Mas, o Tiggo 2 está à frente dos rivais chineses. O novo grupo Caoa Chery, adianta o CEO da empresa Márcio Alfonso, terá uma rede forte de vendas e pós-vendas em todo o Brasil. Além das atuais 25 lojas, a previsão é inaugurar 30 novas concessionárias até dezembro. Produzido em Jacareí (SP), o Tiggo 2 é um carro para 8.000 unidades comercializadas ao longo de 2018. O modelo tem três anos de garantia para o veículo completo e cinco anos para motor e câmbio.

O jornalista viajou a convite da Caoa Chery

Veja também...

Veja mais
Carregar mais