XC40 On The Road cruza América Central

Com a missão de vencer a burocracia a cada fronteira e enfrentando estradas precárias na América Central, a equipe da expedição XC40 On The Road finalmente entrou nos Estados Unidos na quarta-feira (9/5), 14° país a receber o veículo que deixou Itajaí, em Santa Catarina, rumo a Newport.

Um dos maiores desafios da viagem foi a travessia de barco da Colômbia ao Panamá, o único trecho da jornada que não passou por asfalto. Os trâmites de desembarque do carro atrasaram o deslocamento em quase quatro dias. Apenas na última sexta-feira (4) os jornalistas Caio Salles e Israel Coifman, liderados pelo piloto Cacá Clauset, puderam voltar para a estrada e belas paisagens da América Central, oferecidas pelo Oceano Pacífico, em direção aos Estados Unidos.

Enquanto os barcos da Volvo Ocean Race chegavam ao destino final da perna 8, o XC40 demonstrava sua robustez pelas desafiadoras estradas da Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala e El Salvador. Em razão dos inúmeros buracos das vias e rodando com precaução, a equipe optou por trocar o pneu dianteiro direito, após surgir uma pequena bolha.

“Foram 18 anos desde a minha última passagem por esta região. Infelizmente as estradas estão mais precárias e esburacadas e a burocracia ainda maior, o que reduziu nosso ritmo e dificultou a travessia”, disse o piloto Cacá Clauset.

Complicações na Nicarágua

Um novo problema surgiu na divisa entre Costa Rica e Nicarágua. Ao serem perguntados pelos agentes de imigração e informarem ser jornalistas, o processo foi travado, em função da proibição de entrada dessa categoria profissional no país.

Por horas, os passaportes do trio ficaram recolhidos, enquanto os três eram inspecionados junto ao carro. Outro agravante foi o drone levado para captação de imagens, pois esse tipo de equipamento também tem restrições.

Após 5 horas de muita conversa com as autoridades locais, a equipe foi liberada. Detalhe: todo o trajeto dentro da Nicarágua foi feito com um policial dentro do carro, para garantir a passagem da equipe até Honduras.

Diário de bordo | Dia 11 | Colón – Panamá | por Cacá Clauset

Nosso navio ali do lado… compasso de espera.

Dia frustrante. Pensamos que daria para tirar o nosso XC40 do porto ainda hoje, mas não conseguimos. A burocracia ganhou. Tínhamos até as 16h para fazer tudo, que era quando a alfândega fecha. Porém, apesar de estar tudo adiantado, tem um papel chamado manifesto de carga que só é expedido após o completo descarregamento do navio. E mesmo nosso carro já estando no pátio, o navio não conseguiu ser descarregado antes do fechamento da aduana. Ou seja, amanhã, às 8h em ponto, vamos lá bater cartão. Espero que não emperre mais nada. De todo modo, faz parte. Sabíamos que isso poderia ocorrer. O problema é a vontade de voltar logo para a estrada, ficar nessa espera é muito chato.

Diário de bordo | Dia 12 | Colón – Panamá | por Cacá Clauset

Depois de quatro dias e meio parado, finalmente o XC40 andou, mas por poucos metros. Por enquanto, ainda estão desenrolando os trâmites burocráticos para a liberação do carro para seguirmos viagem. Esperamos que isso aconteça nas próximas horas.

Back on track! Depois de MUITA burocracia, é oficial: a expedição XC40 On The Road já ganhou as estradas da América Central e segue rumo a Costa Rica!

| Paso Canoas – Fronteira do Panamá |

¡Pura vida! Costa Rica.

Oitavo país e contando!

Diário de bordo | Dia 13 | Jacó – Costa Rica |

A Costa Rica é muito bonita, vale a visita com certeza.

O sábado começou cedo para o #xc40ontheroad. Depois de cruzar a fronteira entre o Panamá e a Costa Rica na noite de sexta-feira, paramos para um breve descanso em Ponta Ballenas e saímos pela estrada “Costanera” rumo à Nicarágua, onde pretendemos entrar nas próximas horas.

| Aduana Fronteira Peñas Blancas – Nicaragua |

Essa foi fácil… Mas a entrada da Nicarágua já embaçou… faz parte.

Diário de bordo | Dia 14 | Cholutecas – Honduras |

Completamos a América do Sul à frente dos barcos, mas na troca de continente a sorte mudou de lado. Os ventos começaram a empurrar a Volvo Ocean Race mais rápido, enquanto nós começamos a conviver com adversidades que não há em alto mar.

Era sexta-feira em Colón, no Panamá, e aguardávamos ansiosamente a liberação do porto para pegarmos o XC40 e voltarmos pra estrada após quatro dias parados, por conta dos trâmites e logística portuária.

5 de horas de chá de cadeira e tudo indicava que o carro não seria liberado. Ficaria para segunda-feira, para desespero generalizado. Com muita pressão e conversa, conseguimos e, enfim, caímos na estrada por volta das 15h.

Tocamos direto até a fronteira com a Costa Rica e por conta de 10 minutos quase que temos que dormir do lado panamenho, pois faltava pouco para as 23h, horário que eles fechavam as portas.

Na hora de carimbar os passaportes, novo susto. A polícia não quis aceitar a carteira internacional de vacinação do Cacá, que continha claramente a vacina contra a febre amarela exigida pelo país. Após muita negociação (estamos ficando bons nisso), conseguimos, mas deram ao Cacá um visto de trânsito de apenas 12h, sem permissão para dirigir.

Aliviados e cientes do novo desafio, seguimos. Caio comandou o carro cerca de 2h adiante. Dormimos em Ballenas e o Israel dirigiu até a fronteira com a Nicarágua, onde as coisas realmente ficaram complicadas.

Na hora em que o policial que carimba os passaportes perguntou qual era a nossa profissão, as coisas mudaram de figura. O alívio por deixar a bonita Costa Rica, após a história da carteira de vacinação, ganhou ares de drama.

A Nicarágua não está permitindo a entrada de jornalistas ao país. Tivemos nossos passaportes retidos por horas e, sob os olhares de desconfiança, éramos sabatinados e inspecionados. Nós e o carro. Para agravar o cenário, não era permitido entrar ao país portando drones. Por pouco não o deixamos ali mesmo na fronteira.

Quase 5h de tensão depois, fomos liberados, mas mais uma vez com permissão de trânsito no país. E para se certificar disto, a polícia da imigração colocou um de seus homens DENTRO DO NOSSO CARRO. Isso mesmo! Desde a fronteira de entrada até a de saída, um policial esteve a bordo da expedição conosco.

Com todo este tempo perdido não nos restou outra que não fosse atravessar o país numa pernada só. Parar para filmar ou comer não eram opção.

Agora em Honduras, ainda bem atrás dos barcos, torcemos para que tenhamos vida mais fácil daqui em diante. Mas não nos iludimos.

Diário de bordo | Dia 15 | El Salvador |

Será que El Salvador é quente?

Olha só a temperatura lá fora do XC40 enquanto passamos a fronteira.

XC40 posando com o Oceano Pacífico de fundo!

Essa sessão foi na Costa Rica, mas já estamos quase na Guatemala!

Vem com a gente!

No meio do caminho tinha um buraco. Tinha um buraco no meio do caminho.

Não chegou a furar o pneu, mas levantou uma pequena bolha. Como temos dois estepes, achamos mais seguro fazer um rápido pit stop para seguir com os quatro pneus em perfeito estado.

Diário de bordo | Dia 16 | Tuxtla Gutiérrez – Chiapas |

Foram 6h esperando, negociando, apresentando documentos, mostrando o carro, falando do projeto… Até lupa usaram para examinar a papelada.

Mas como no fim sempre dá tudo certo, enfim, ao cruzar a fronteira, fomos abençoados com esse lindo pôr do sol.

Falta pouco!

Diário de bordo | Dia 17 | Tuxtla Gutiérrez – Chiapas |

Hoje o hodômetro passou dos 12 mil quilômetros. Estamos no nordeste do México, nos aproximando da fronteira com os EUA.

Diário de bordo | Dia 18 | Crowley – Louisiana (EUA) |

A cara de felicidade depois de cruzar 14 países em 17 dias, sendo que ficamos 4 dias parados no Panamá. Se descontar as horas perdidas nas fronteiras, dá pra dizer que fizemos na média mais de um país por dia!

Agora é colocar o Pilot Assist no comando do XC40 On the Road aqui nas belas estradas dos EUA que jajá chegamos a New Port!

A viagem também pode ser acompanhada diariamente pelo Instagram @xc40ontheroad. Todo o conteúdo gerado pela jornada está à disposição da imprensa por meio do seguinte link http://bit.ly/XC40ontheroad

A expedição é feita em um XC40 Momentum sem qualquer preparação. O carro leva apenas uma roda com pneu montado, além do estepe original, e um galão de combustível sobressalente, além de equipamento de geolocalização via satélite.

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