A vitória do italiano Marco Bezzecchi, neste domingo (22/3), marcou um momento histórico para o esporte brasileiro: o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, ao calendário oficial da MotoGP após mais de duas décadas. A reestreia foi à altura do evento: circuito totalmente reformado, interpretação do hino nacional por Gusttavo Lima e público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias — em sua maioria vindas de fora de Goiás, impulsionando o turismo e a economia local. Além disso, o evento foi transmitido para mais de 200 países.
O novo autódromo, reinaugurado oficialmente pelo governador Ronaldo Caiado antes da largada principal, recebeu investimentos de R$ 250 milhões e já garantiu Goiânia como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030. A estrutura moderna, homologada com padrão internacional, recoloca o Brasil no mapa das grandes competições do motociclismo mundial e abre espaço para a atração de novas categorias.
Na pista, Bezzecchi dominou a corrida ao assumir a liderança ainda na primeira volta, após largar em segundo. Ele ultrapassou Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro. O espanhol Jorge Martín ficou com a segunda colocação, enquanto Marc Márquez, um dos favoritos, cruzou a linha de chegada em quarto. O brasileiro Diogo Moreira terminou na 13ª posição.

Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado destacou o caráter estratégico do investimento e a projeção internacional alcançada pelo estado. “Demos o passo na hora certa. Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, afirmou. Ele também ressaltou o desafio da obra. “Foi um esforço gigantesco concluir esse projeto em 11 meses. Algo que parecia impossível, mas que Goiás mostrou ser capaz de realizar”, disse. Caiado foi o responsável por dar a bandeirada final e por entregar o troféu ao vencedor da competição.
Caiado também projetou novos avanços para o complexo esportivo. Segundo ele, Goiânia volta a integrar o circuito dos grandes centros do automobilismo mundial. “Temos aqui um autódromo com tecnologia de ponta. Nem Interlagos tem o nível de estrutura que implantamos. Vejo chances reais de, no próximo governo, avançarmos para receber categorias como a Fórmula Indy”, afirmou. “Levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, completou.
Reconhecimento internacional e projeção
A qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e da federação internacional. O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, classificou o circuito como “espetacular” e ressaltou o protagonismo do estado. “Os pilotos elogiaram muito. Isso mostra que Goiás tem todas as condições de manter a MotoGP por muitos anos”, afirmou. Ele também destacou o papel decisivo do poder público: “Sem apoio do governo, um evento desse porte não acontece”.
O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), Jorge Viegas, reforçou que o retorno ao Brasil é estratégico para a categoria. “É um mercado em que sempre quisemos estar. É uma aposta segura, tanto pelo país quanto pelo público”, disse.

A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, destacou o padrão internacional do autódromo e a experiência proporcionada ao público. “Hoje Goiânia tem o melhor autódromo da América Latina, com homologação ‘A’. Isso mostra a capacidade de Goiás de entregar grandes projetos com qualidade e emoção”, afirmou.


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