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Lojas já têm carros elétricos usados com dois anos de uso

Escrito por Roberto Nunes

Já é fácil encontrar modelos elétricos nss lojas e revendas de usados em todo o Brasil. Antes de tudo, é bom reforçar que modelos lançados em 2024 são encontrados nos feirões e a procura é grande, principalmente para quem deseja um carro para trabalhar ou usar no serviço de transporte por aplicativo. Os carros elétricos e híbridos deixaram de ser uma novidade no mercado brasileiro e começam a entrar em uma nova fase: a da revenda.

No ano passado, cerca de 285 mil veículos eletrificados foram vendidos no Brasil. Para 2026, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta entre 420 mil e 450 mil unidades comercializadas, impulsionadas pela ampliação da produção nacional, pela chegada de novos modelos e pela redução dos preços. Esse movimento já começa a ser percebido também no mercado de usados.

No SóCarrão, maior portal de classificados automotivos do Sul do Brasil, os veículos eletrificados representam atualmente cerca de 3% do inventário anunciado, percentual que cresce à medida que os primeiros modelos vendidos no país entram no ciclo natural de troca.

Segundo o diretor de Marketing do site, Guilherme Gibertoni, esse aumento da oferta cria novas oportunidades para os consumidores, mas exige uma mudança na forma de avaliar o veículo. “Quem está acostumado a comprar um carro a combustão precisa entender que, no elétrico, alguns critérios mudam completamente. A quilometragem continua sendo importante, mas deixou de ser o principal indicador do estado do veículo. Hoje, a saúde da bateria passou a ocupar esse papel”, explica.

Assim como acontece entre os veículos convencionais, alguns modelos eletrificados apresentam liquidez maior na revenda. Entre os híbridos, os destaques são o Toyota Corolla Cross Hybrid e o Toyota Corolla Sedan Hybrid, beneficiados pela tradição da marca e pela confiança já consolidada entre os consumidores.

Já entre os modelos eletrificados de origem chinesa, veículos como o BYD Song ProBYD Song Plus e o GWM Haval H6 também apresentam bom desempenho no mercado de usados, reflexo do crescimento das vendas desses modelos nos últimos anos.

Por outro lado, carros elétricos mais antigos, com autonomia inferior a 200 quilômetros, histórico incompleto de manutenção ou pertencentes a marcas com pouca rede de assistência técnica tendem a enfrentar maior dificuldade na revenda.

 

Antes de fechar negócio, o especialista recomenda que o consumidor vá além da aparência do veículo e faça uma análise técnica mais detalhada. Entre os erros mais frequentes estão confiar apenas na autonomia informada pelo vendedor, deixar de solicitar o laudo de saúde da bateria, não verificar se a garantia de fábrica continua válida e ignorar a infraestrutura de recarga disponível na cidade ou até mesmo na própria residência.

Hoje, a principal barreira para a expansão dos elétricos já não é a tecnologia, mas a recarga. Levantamentos recentes mostram que boa parte dos consumidores ainda demonstra preocupação com a disponibilidade de eletropostos e com a instalação de carregadores em casa ou no trabalho.

“A chegada constante de novos modelos tem tornado os seminovos mais acessíveis. Para quem encontra um veículo com bateria em bom estado, garantia vigente e histórico de manutenção documentado, o elétrico usado pode oferecer uma excelente relação entre custo e benefício. É um mercado que amadurece rapidamente e tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos”, conclui.

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Roberto Nunes

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