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Preço dos combustíveis cai em agosto; gasolina custa R$ 6,77 (litro)

Escrito por Roberto Nunes

Os preços médios da gasolina comum, do etanol comum e do diesel S-10 recuaram em agosto pelo terceiro mês consecutivo, segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade, meios de pagamento e benefícios corporativos. Entre os três combustíveis, o etanol voltou a registrar a maior redução, de 2,06% na comparação com julho, enquanto a gasolina caiu 0,68% e o diesel S-10, 0,51%. A sequência de quedas consolida um movimento de redução dos preços iniciado em junho, com destaque para o biocombustível. Os dados são baseados em transações realizadas entre 1º e 26 de agosto em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país. 

Na média nacional, o preço da gasolina passou de R$ 6,821 em julho para R$ 6,774 em agosto, redução de R$ 0,047 por litro. O etanol caiu de R$ 4,365 para R$ 4,275, recuo de R$ 0,090, enquanto o diesel S-10 passou de R$ 7,196 para R$ 7,159, queda de R$ 0,037. Considerando o período desde maio, o etanol acumula redução de 7,45%, bem acima das quedas de 1,21% da gasolina e de 1,97% do diesel S-10. 

Combustível   jul/26  ago/26  Variação mensal (R$)  Variação Mensal  
Gasolina   6,821  6,774  -0,047  -0,68 
Etanol   4,365  4,275  -0,090  -2,06 
Diesel S-10   7,196  7,159  -0,037  -0,51 

“Agosto reforça o protagonismo do etanol no movimento de queda dos combustíveis. A redução superior a 2% na média nacional amplia sua competitividade e demonstra como a dinâmica de oferta do biocombustível continua sendo um fator importante para aliviar os custos de abastecimento, especialmente em estados produtores e mercados mais próximos dos principais polos sucroenergéticos”, afirma Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard.  

Ao mesmo tempo, a composição dos preços ao consumidor continua sendo influenciada por fatores que vão além das refinarias, como custos de distribuição e revenda, tributos, etanol anidro na gasolina, biodiesel e dinâmica regional de abastecimento. Soma-se a esse cenário a decisão do governo, anunciada em 26 de agosto, de prorrogar temporariamente a subvenção à gasolina até 9 de setembro. A medida atua como um mecanismo para conter repasses e ajudar a manter os preços do combustível em patamares mais baixos, amortecendo parte das pressões que poderiam chegar ao consumidor final. 

Para acompanhar a variação dos preços dos combustíveis com atualizações diárias, acesse o link: https://www.valecard.com.br/acompanhamento-abastecimento/      

 

Gasolina: queda alcança 19 estados e média nacional recua pelo terceiro mês seguido 

A gasolina comum apresentou redução média de 0,68% em agosto, passando de R$ 6,821 para R$ 6,774 por litro. Foi o terceiro mês consecutivo de queda na média nacional, com recuo registrado em 19 estados, embora os dados ainda revelem diferenças relevantes entre os mercados regionais. 

A maior queda percentual de agosto foi registrada na Bahia, onde o preço médio recuou 1,83%. O estado também completa três meses consecutivos de redução e acumula queda de 3,89% desde maio, quando o litro custava, em média, R$ 7,324. Rio Grande do Norte (-1,75%), Rio Grande do Sul (-1,29%), Goiás (-1,26%) e Pernambuco (-1,24%) aparecem na sequência entre as maiores retrações do mês. Na direção contrária, o Distrito Federal apresentou a maior alta, de 4,04%, seguido pelo Amapá (+1,94%) e Amazonas (+1,64%). 

A continuidade do movimento também aparece em diferentes partes do país. Dez estados registraram queda no preço médio da gasolina em junho, julho e agosto: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. O dado mostra que a trajetória de redução observada na média nacional não está concentrada em um único mercado ou região. 

Os menores preços médios permaneceram concentrados principalmente no Sul e no Sudeste. O Rio Grande do Sul registrou o menor valor do país, de R$ 6,337 por litro, enquanto Roraima apresentou a maior média nacional, de R$ 8,168. A diferença de R$ 1,831 por litro entre os dois extremos reforça o peso das condições logísticas e das características regionais de abastecimento na formação do preço final. 

A trajetória de agosto ocorre em um ambiente de menor pressão sobre os preços médios nacionais. Ainda assim, o valor pago pelo consumidor continua refletindo fatores como custos de distribuição e revenda, tributos e a participação do etanol anidro na composição da gasolina, elementos que também ajudam a explicar as diferenças observadas entre os estados. 

 

Estado   jul/26  ago/26  Variação (R$)  Variação (%) 
AC  7,714  7,688  -0,026  -0,34% 
AL  7,134  7,157  0,023  0,32% 
AM  7,276  7,395  0,119  1,64% 
AP  7,514  7,660  0,146  1,94% 
BA  7,17  7,039  -0,131  -1,83% 
CE  7,181  7,190  0,009  0,13% 
DF  6,441  6,701  0,260  4,04% 
ES  6,862  6,807  -0,055  -0,80% 
GO  6,886  6,799  -0,087  -1,26% 
MA  7,118  7,094  -0,024  -0,34% 
MG  6,646  6,599  -0,047  -0,71% 
MS  6,848  6,782  -0,066  -0,96% 
MT  7,019  6,993  -0,026  -0,37% 
PA  7,293  7,297  0,004  0,05% 
PB  6,88  6,818  -0,062  -0,90% 
PE  7,184  7,095  -0,089  -1,24% 
PI  7,313  7,300  -0,013  -0,18% 
PR  6,73  6,675  -0,055  -0,82% 
RJ  6,716  6,695  -0,021  -0,31% 
RN  6,969  6,847  -0,122  -1,75% 
RO  7,404  7,405  0,001  0,01% 
RR  8,127  8,168  0,041  0,50% 
RS  6,42  6,337  -0,083  -1,29% 
SC  6,545  6,495  -0,050  -0,76% 
SE  7,443  7,410  -0,033  -0,44% 
SP  6,616  6,558  -0,058  -0,88% 
TO  7,344  7,308  -0,036  -0,49% 

Etanol: queda alcança 25 estados e amplia competitividade frente à gasolina 

O etanol voltou a registrar a maior redução entre os três combustíveis analisados pela ValeCard. Na média nacional, o preço caiu 2,06%, de R$ 4,365 em julho para R$ 4,275 em agosto. Foi o terceiro mês consecutivo em que o biocombustível apresentou recuo mais intenso do que a gasolina e o diesel S-10. Em agosto, a queda alcançou 25 estados, com altas apenas no Distrito Federal e em Sergipe. 

A maior redução percentual ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o combustível recuou 5,55%. Também se destacaram Roraima (-4,90%), Bahia (-4,40%), Rondônia (-4,17%), Acre (-3,68%) e Amazonas (-3,52%). Na direção contrária, o Distrito Federal apresentou alta de 4,70%, enquanto Sergipe registrou elevação mais discreta, de 0,13%. 

A trajetória de redução também mostra continuidade em boa parte do país: em 20 estados, o preço médio do etanol caiu em junho, julho e agosto, sem interrupção. Entre os movimentos acumulados mais expressivos desde maio estão Mato Grosso, onde o preço passou de R$ 4,484 para R$ 3,911, redução de R$ 0,58 por litro (-12,78%), e Roraima, que recuou de R$ 5,061 para R$ 4,445, queda de R$ 0,62 por litro (-12,17%). 

São Paulo manteve o menor preço médio nacional em agosto, de R$ 3,865 por litro, enquanto Sergipe registrou o maior valor, de R$ 5,537. O comportamento do biocombustível acompanha o período de maior disponibilidade de produto no mercado e o avanço da oferta da safra sucroenergética, fatores que exercem influência sobre os preços do etanol hidratado. 

A maior queda do biocombustível também ampliou sua competitividade frente à gasolina. Considerando o parâmetro de até 70% utilizado como referência inicial para veículos flex, 17 estados ficaram dentro dessa faixa em agosto, ante 13 em julho e 10 em junho. Os melhores índices foram registrados em Roraima (54%), Mato Grosso (56%), Amapá (59%) e São Paulo (59%). 

 

Estado   jul/26  ago/26  Variação (R$)  Variação (%) 
AC  5,321  5,125  -0,196  -3,68% 
AL  5,303  5,253  -0,050  -0,94% 
AM  5,11  4,930  -0,180  -3,52% 
AP  4,589  4,502  -0,087  -1,90% 
BA  4,91  4,694  -0,216  -4,40% 
CE  5,106  5,089  -0,017  -0,33% 
DF  4,147  4,342  0,195  4,70% 
ES  5,006  4,970  -0,036  -0,72% 
GO  4,332  4,201  -0,131  -3,02% 
MA  5,344  5,278  -0,066  -1,24% 
MG  4,474 

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Roberto Nunes

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