Carro é o vilão da poluição? E os modelos elétricos?

Por Lu Nascimento

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado anualmente em 5 de junho. Em 2019, a celebração chamou a atenção para o tema Poluição do ar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no planeta, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano devido à má qualidade do ar. O rol de consequências à saúde humana inclui, ainda, dificuldade de respiração, agravamento de problemas cardíacos e desenvolvimento de cânceres. Entre os efeitos ao meio ambiente está a contaminação de lagos, rios e espécies aquáticas pela chuva poluída (chuva ácida).
Nos centros urbanos, a poluição do ar tem no setor de transporte uma das origens principais. Por ações antrópicas, poluentes resultam, de forma primária ou secundária, da queima de combustível em veículos automotores. As partículas, o Dióxido de enxofre, os Hidrocarbonetos, o Ozônio, o Monóxido de carbono, o Dióxido de carbono e o Óxido de nitrogênio exemplificam os contaminantes. Consequentemente a mobilidade é um dos temas transversais do debate ambiental, bem como energias renováveis, tecnologias verdes e outras alternativas cujo propósito é melhorar, entre outras coisas, a qualidade do ar.

Há ainda a defesa de modalidades coletivas de transporte; e de soluções inovadoras, como os carros elétricos e os veículos flex que no Brasil possibilitam o uso do biocombustível (Etanol). Para o combate à poluição do ar, a ONU propõe atuação integrada dos membros e setores da sociedade com objetivos lançados para frear também a mudança global do clima e seus impactos. As Nações Unidas sugerem medidas de proteção, recuperação e promoção do uso sustentável dos ecossistemas, como as florestas que absorvem parte da poluição. Em relação a saúde do ser humano, até 2030, a meta é reduzir substancialmente o número de mortes e
doenças causadas por produtos químicos perigosos, contaminação e poluição do ar, água e solo.
A qualidade do ar é importante para a saúde e integridade humana e do ambiente que sustenta a vida. A redução das emissões dos veículos é prioritária, seja ela através do uso de energia limpa de baixo carbono, via melhoria dos controles ou pelo uso de carros com tecnologias mais eficientes energeticamente/ambientalmente.

Lu Nascimento é economista, pesquisadora e PhD em Recursos Naturais pela University of New Hampshire, EUA

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