Fórmula 1 2020 nem a emoção saiu de casa

Por Durval Pereira

Nunca houve um começo de temporada tão, tão, tão desanimador na Fórmula 1, a categoria mais importante do automobilismo mundial. Não bastasse o adiamento do início da devido ao Covid 19, as corridas em si não produzem atrativos algum tanto que o impensável já aconteceu: Estão perguntando o que está mais emocionante: Fórmula 1 ou Formula Indy? E eu respondo: Moto GP.
Depois de três etapas – sendo duas na Áustria seguida pela Hungria – Hamilton vem à frente com sua imbatível Mercedes seguido pelo obediente Bottas e um cada vez menos inquieto Max Verstappen.
Destaque negativo para as Ferrari, principalmente o Vettel, e o Daniel Ricciardo. De positivo e sem ser destaque estão os pilotos Albon, Norris e Stroll com um excelente quarto lugar na Hungria. Infelizmente, enquanto não chega a temporada do ano que vem com novos carros, nada de interessante se tem a dizer. Hamilton dando uma de Dick Vigarista na primeira prova e só. De resto, é coisa de fora da pista, Hamilton querendo dar uma de líder mundial.
Tentando se aproveitar de um tema que sempre dá audiência, o racismo, Hamilton procura levar para a F1 a chatice universal que se tornou esse assunto. Com atitudes de se ajoelhar no grid de largada e reclamar de quem segue a mesma atitude contra o racismo, o piloto inglês tenta agora criar um clima sempre propício a discussão. Depois que vozes dissonantes deram a entender que ele deveria parar de encher o saco. E estão com a razão.
Piloto que nunca teve que bater “um prego numa barra de sabão” o Lewis sempre teve seu  futuro assegurado desde cedo com bons carros e equipes. Nunca teve que enfrentar um adversário ferrenho e, nas vezes que precisou se mostrar mais ousado, fez biquinho e foi protegido, seja quando lutou conta o Fernando Alonso, seja quando teve um embate com o Nico Rosberg.
Dizem ser ele talentoso, mas a própria falta de adversários e a redoma na qual é protegido (até por  fiscais de pista e diretores de prova) impedem de de ter a veracidade sobre o fato.
Com um carro imbatível em qualquer mão então ele vai quebrando recordes e recordes, destruindo um esporte que era tão emocionante, assim como fez Michael Schumacher (ficou a apenas cinco vitórias de igualar o recorde de 91 triunfos do piloto alemão), assim como fez Vettel. Os carros chegaram a tal perfeição que tornaram as corridas monótonas e seus pilotos… indecifráveis… são realmente bons? não são?. . Vá saber…
Durval Pereira é comentarista Automobilístico e sobrevivente de áureos tempos da Fórmula 1

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