Lancer “transpira” esportividade; dono dispensa oferta para vender seu “japonês” de 340 cavalos

Por Roberto Nunes

A união de apaixonados por carros muitas vezes está relacionada aos clubes de carros antigos e modelos fora de série. É fácil encontrar amantes do Opala, do Fusca e da “velha senhora” Kombi pelo Brasil afora. De maneira inusitada, há um grupo fiel ao Lancer, modelo de visual arrojado e pegada esportiva da japonesa Mitsubishi na capital baiana. Um deles é o empresário Bruno Farias, paulista de 28 anos que mora em Salvador desde agosto de 2018.

E foi justamente neste período que uma turma de baianos começou a “formatar” o que hoje é o Lancer Club Salvador, agremiação com 42 integrantes cadastrados que se reúnem semanalmente para a troca de experiências sobre os melhores componentes e acessórios do modelo da Mitsubishi. Nos encontros, a conversa gira em torno de assuntos como preparação, performance e dicas de profissionais qualificados para “mexer” no Mitsubishi Lancer.

Bruno conta que encontrou um dos integrantes do hoje Clube do Lancer em um lava-jato. Conversando sobre o carro, surgiu ai a afinidade e a história do clube em Salvador. Apaixonado por carro desde pequeno, quando próximo de sua casa em São Paulo havia uma pista onde jovens se divertiam ao finais de semana, Bruno Farias cultivou seu gosto pelo automóvel e corridas e é, atualmente, um dos que mais conhecem a parte mecânica do Mitsubishi Lancer entre a galera do clube na Bahia.

Fotos: Arquivo pessoal

“Em São paulo, a turma lá andava de Passat, Gol quadrado, Fusca e Opala”, recorda ele. Já em Salvador, a ideia do Lancer Club Salvador é a de reunir os donos do modelo da Mitsubishi. “O propósito do grupo é unir os proprietários e amantes do veículo. Assim, todo mundo se encontra e termina um ajudando o outro com informações técnicas do carro e também para saber sobre a melhor peça para colocar no carro e a melhor oficina, a parceira. Há também um papel social que é desenvolvido pelo clube”, relata Bruno.

 

Visual arrojado

Recém tirado do portfólio (novembro 2019) de modelos vendidos pela marca japonesa no mercado brasileiro, o Lancer caiu no gosto de muitos jovens pelo visual arrojado e pacote de acessórios esportivos. É um carro que já vem de fábrica “esportivo” e pode ganhar mais “detalhes” visuais para deixá-lo ainda mais invocado.

No Brasil, quem quer um Lancer prefere a versão japonesa em detrimento do modelo nacional – montado em Catalão, Goiás – e ousa com rodas exclusivas, aerofólio traseiro, saias laterais, escapamento com saída dupla, bancos em concha, volante esportivo. pedaleiras em aço escovado, entre tantos outros acessórios de personalização.

Nas ruas brasileiras, há o modelo japonês importado e o modelo nacionalizado. Entre as principais diferenças, estão os acabamentos internos e marcas dos materiais utilizados. O japonês vem de fábrica com rodas Enkei e acabamentos em borracha. Já o nacional traz rodas da própria Mitsubishi junto com acabamentos plásticos. “Sem dúvida quando se busca o modelo com maior qualidade, a opção pelo japonês é certa, sendo de qualquer maneira o modelo nacional é um grande e excelente carro de qualquer forma”, pontua.

O Lancer de Bruno é o da linhagem japonesa, modelo 2013 (versão manual). Ele comprou o carro seminovo e teve decisões criteriosas para preparar cada detalhe do veículo. “O primeiro dono foi meu cunhado. Em design, meu Lancer recebeu kits aerodinamicos e partes em alumínio para alívio de peso. Já em performance fui mais agressivo. O veículo ganhou um motor novo turbo intercooler 2.0 de 340 cavalos, uma embreagem de cerâmica com 8 pastilhas, linha de combustível para alimentação, bicos de combustível de maior vazão e rodas e pneus esportivos. O sistema de freios foi adaptado por um de maior eficiência para segurar a máquina.

“O meu Lancer foi montado na Hot Tires em São Paulo (@hottires), mas circula pelas ruas baianas”, explica. Além desta preparação toda, Bruno mandou instalar um módulo de injeção a parte (fueltech) para aumentar ainda mais a performance do seu Lancer nas ruas de Salvador. Escapamento esportivo é item obrigatório em qualquer Lancer.

No mercado, o Mitsubishi Lancer tem valor acima dos R$ 100 mil. Porém, a customização de acessórios e a incorporação de pacote mecânico podem elevar ainda mais o preço do veículo. “A paixão pelo Lancer é algo que vai além de possuir o modelo. Para quem acompanha o automobilismo de perto, sabe que o modelo é o mais próximo de um carro de Gran Turismo (GT) que se pode encontrar. Tem estética totalmente modificável e o mais importante com peças originais. No meu caso foi amor à primeira vista. Já tive diversas ofertas de venda na Bahia, mas não tenho interesse, dificilmente se encontra um carro com tal performance no mesmo custo. vale cada centavo!, garante Bruno Farias.

Confira a entrevista com Bruno Farias, integrante do Lancer Club Salvador

Autos e Motos – Como o carro apareceu na sua vida?

Bruno Farias – Aprendi a gostar de carros desde pequeno, quando próximo de casa havia uma pista onde jovens se divertiam ao finais de semana. Isso em épocas de Passat, Gol quadrado, Fuscas, Opalas e modelos afins.

Autos e Motos – A paixão pelo Lancer naturalmente veio em seguida?

Bruno Farias – O Lancer sempre foi um modelo que trazia a esportividade consigo, participando de filmes e emplacando capa de games inclusive da atualidade. Ele sempre esteve presente de forma virtual (rsrs). E um dia se tornou real para mim.

Autos e Motos – Quais são os atributos do modelo da japonesa Mitsubishi?

Bruno Farias – Um carro completo, com uma mecânica excelente e de ponta; um carro que está preparado para o que vier, seja o percurso dócil, esportivo, ou até mesmo com uma pitada off-road. O Mitsubishi Lancer traz a sensação de sempre estar bem preparado em qualquer situação.

Autos e Motos – Quais são os acessórios básicos para deixar o Lancer ainda mais esportivo?

Bruno Farias – Ah, com certeza o aerofólio é o princípio de tudo, mas as saias laterais e frontal completam o pacote estético. Há muitos outros upgrades, mas com estes básicos você já enxerga outro carro.

Autos e Motos – Entre preparar o motor e dar um upgrade no visual, qual caminho você escolhe?

Bruno Farias – Com certeza a preparação de motores. Eu gosto mais dessa esportividade que o carro tem a oferecer, gosto da sensação de potência em que ele te coloca. A estética ao meu ver vem em segundo plano.

Autos e Motos – Há mão de obra especializada no Lancer na Bahia?

Bruno Farias – Há sim. O próprio Clube do Lancer Salvador tem parcerias com oficinas especializadas no modelo, o que torna muito fácil a manutenção do mesmo.

Autos e Motos – E para comprar os acessórios e componentes mecânicos?
O caminho melhor é a compra online?

Bruno Farias – Com a evolução da tecnologia, hoje qualquer peça de um automóvel pode ser encontrada via internet com maior facilidade, mas é possível também encontrar em lojas de auto-peças.

Autos e Motos – Qual é a versão Lancer dos sonhos?

Bruno Farias – No mercado brasileiro foi disponibilizado a versão John Easton, com motor 2.0 turbo de 340 cavalos de potência e, com certeza, é um sonho de muita gente grande.

Autos e Motos – Entre os modelos de mercado, há rivais de outras marcas?

Bruno Farias  – Com toda esta esportividade, mecânica e estética, há com certeza um modelo que é rival direto do Mitsubishi Lancer: o também japonês Subaru Impreza.

Autos e Motos – Salvador tem o Clube do Lancer. Como você conheceu a turma e quais são os propósitos do grupo de proprietários de Lancer?

Bruno farias – Sim, eu conheci um membro quando estava em um lava jata. Ele também passou por lá e acabou se encontrando, batemos um papo e sai de lá fazendo parte da equipe. O propósito do grupo é unir os proprietários e amantes do veículo à se unirem com o propósito de ajuda técnica, peças, oficinas parceiras, há também um papel social que é desenvolvido pelo clube.

Autos e Motos – Quais são os critérios para entrar no Lancer Club Salvador?

Bruno Farias – Possuir o veículo, preencher um cadastro, participar das reuniões e encontros que acontecem e estar ativo no dia a dia com as atividades do clube.

Autos e Motos – O Lancer deixou de ser produzido no país e trazido do Japão para o mercado brasileiro no fim do ano passado. Isso valoriza ou desvaloriza o carro?

Bruno farias – Há os dois casos: o carro standard e que acaba se desvalorizando por oferta e demanda de mercado; e há também os equipados, que saem deste grupo e vão para um grupo de exclusividade, onde naturalmente se é valorizado o veículo. Um Lancer hoje com acessórios tem uma grande valorização no mercado dos ‘fora de linha’.

 

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