Em contraste com o desempenho de vendas registrado nos últimos três anos, com crescimento contínuo, o mercado de veículos comerciais pesados do Chile registrou queda significativa no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados da ANAC (Associação Nacional Automotriz do Chile), em razão da mudança nos padrões de emissões, obrigatória desde janeiro deste ano, a comercialização de caminhões e ônibus caiu 19,0%, com 2.966 unidades, em comparação com as 3.661 de janeiro a março de 2025.
As vendas acumuladas de caminhões totalizaram 2.636 unidades, o pior trimestre dos últimos seis anos, com queda de 14,8% em relação ao período de janeiro a março do ano anterior (3.094). O único segmento que apresentou crescimento foi o de leves, o de menor volume de comercialização, com 282 unidades e crescimento de 3,3% (273). Os demais tiveram desempenho negativo. O de caminhões pesados, o de maior volume, fechou o trimestre com 1.746 unidades e 15% abaixo do mesmo período de 2025 (2.054), seguido pelo de médios, com 608 unidades e retração de 20,7% (767 unidades).
Entre as marcas, a liderança foi da Mercedes-Benz, com 489 unidades. A briga pelo segundo lugar foi acirrada, com a Scania, com 242, superando a Chevrolet, com 231, e a Volkswagen, com 219 unidades. Por categoria, a Mercedes-Benz liderou em pesados, com 465 caminhões, seguida pela Scania, com 242, e pela Volvo, com 184 unidades. Em médios, em primeiro lugar ficou a Chevrolet, com 167 caminhões, seguida pela Hino, com 130, e pela Fuso, com 88 unidades. E em leves, a JAC foi a primeira, com 61 veículos, seguida pela Foton, com 41, e pela Fuso, com 31 unidades.
A categoria de transporte de passageiros também registrou, de janeiro a março, o pior resultado dos últimos seis anos, com retração de 41,8%, com o total de 330 unidades, na comparação com as 567 do mesmo período do ano anterior. Por segmento, foram registrados 169 ônibus urbanos (sistema RED Movilidad e regionais, o único que apresentou crescimento de 1.778%, porque em 2025, foram entregues apensa nove unidades no primeiro trimestre. Em rodoviários foram 37 ônibus, com queda de 74,2% (166), em micro-ônibus, 54 veículos, com queda de 80,6%, (278), e 70 intermunicipais e de média distância, com retração de 20,5% (88 unidades).
Em março foram vendidos 936 caminhões novos, número que representa queda de 4,6% em comparação com o mesmo mês de 2025 (981). No segmento de transporte de passageiros, foram 110 ônibus novos, com queda de 46,6% em comparação com o mesmo mês de 2025


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