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Verstappen é o "novo Dick Vigarista" da Fórmula 1?

Escrito por Roberto Nunes

Por Durval Pereira
Dizem que nas artes ( cinema, literatura, teatro, televisão) tudo se copia, se reinventa. O automobilismo no geral e a F1 em particular é uma arte portanto…
Se engana quem acha que a F1 dos anos 50/60 era somente romântica, aconteceram violentos embates inclusive com acusações de mortes devido a acidentes propositais. Nos anos 70 as coisas amenizaram, a disputa acirrada ficou morna e, nos anos 80/90, conhecemos bem as brigas Senna X Prost x Mansell x Schumacher x Hill e Villeneuve.
O Grande Prêmio da Arábia Saudita realizado neste domingo dia 5 trouxe um elemento que faltava nos últimos tempos, a velha e infelizmente aceitável vigarice.
Todos os movimentos do holandês Max Verstappen durante sua disputa pela primeira posição com o inglês Lewis Hamilton foram vigarice pura, em dois deles beirou a canalhice. Até mesmo correspondentes e narradores em outras línguas deixaram o eufemismo geralmente usado de lado para serem bem claros: Max passou e muito dos limites, não só nas curvas, merecia uma punição bem mais severa, suas manobras cortando as curvas e a desaceleração inesperada foram criminosas. Em relação a cortar as curvas muitos se esquecem que esta atitude provoca um efeito “chicote” que vai influenciar TAMBÉM no fim do pelotão, quanto a desaceleração é coisa pra se pensar em bandeira preta, mas quem teria coragem de tomar uma atitude dessas? justamente na decisão do título?
Estão acusando Michael Masi, diretor de prova da F1, de ter a mão fraca, não tomar atitudes que deveriam ser tomadas, concordo em parte pois seu antecessor o Charlie Whiting também deixou de tomar medidas quando o próprio Lewis Hamilton cometeu pecados quase idênticos no início da carreira, Sebastian Vettel passou longe de ser um santo e também não foi punido e no passado o Nigel Mansell chegou a tirar o Ayrton Senna de uma corrida duas voltas depois de receber bandeira preta, então usando desse eufemismo vigente essa COVARDIA é chamada de POLÍTICA.

Lewis Hamilton e Max Verstappen vão para a última prova do campeonato empatados com 369,5 pontos, Max leva vantagem no número de vitórias, mas chega com o mundo caindo sobre sua cabeça devido a suas atitudes, irá aguentar? Hamilton chega com tudo que pediu a Deus: vencedor como seu ídolo, competente como seu ídolo e agora num embate do bem contra o mal, como o seu ídolo, Max Verstappen
deu tudo de bom que o inglês precisava: um oponente a altura, um adversário feroz e um inimigo implacável, a famosa tempestade perfeita.
Para a corrida em Abhu Dhabi, última corrida do campeonato, se espera de tudo, tanto do Hamilton quanto do Max, e para o Max só existe uma saída que é vencer, ser campeão pois é a única coisa que consegue atrair eufemismo para vigarice.
Durval Pereira e comentarista automobilístico
 

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Roberto Nunes

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