F1 perde espaço para Fórmula E

Por Durval Pereira

Mesmo já tendo dois campeões brasileiros a Formula E ainda é uma incógnita para muitos.

Como se sabe o combustível limpo é o caminho não só natural como obrigatório a seguir e a alternativa mais evidente para se alcançar esse patamar é a eletricidade. Então várias fabricas como Jaguar, Audi, Mahindra, dentre outras, passaram a competir a partir de 2014 com monopostos que seguiam e seguem várias características específicas.

Como tudo na vida o início é bastante complicado, desanimador, mas o exemplo da F1 como laboratório fala mais forte e com alguns ajustes a Fórmula E vem se desenvolvendo. Sua baixa velocidade fez com que fosse necessário circuitos mais estreitos, geralmente de rua, para se criar mais emoção. O peso e a baixa longevidade da bateria indicam para pits stops com troca integral dos carros, o que emprestou mais emoção, isso até a temporada passada pois a partir dessa as baterias se desenvolveram a ponto de aguentar as corrida.

Outra característica da F-E é uma temporada dividida em biênio. Na primeira 2014/2015, o campeão foi Nelson Piquet Jr., outro brasileiro se sagrou campeão na temporada 2016/17.
Várias fábricas mostram interesse em participar no futuro, algumas já o fazem com equipes satélites. O brasileiro Felipe Massa estreou este ano em uma dessas equipes que podem vir a ser uma Mercedes no futuro, tudo indica.
Existe um longo caminho a seguir, as corridas são interessantes, emocionantes até embora a janela de atuação desses carros seja muito estreita, como esporte é uma grande promessa e uma mistura com a F-1 no futuro é mais que uma certeza. Como laboratório, os frutos já são utilizados hoje em dia mas grandes cidades…é esperar ( e torcer)… para ver.

Durval Pereira é comentarista automobilístico

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