Trilheira encara Transamazônica pela primeira vez; “amuleto é o kit de maquiagem”

Andar de carro 4×4 é emocionante pelo mundo afora. Fazer trilhas com grupo de veículos offroad serve para transpor obstáculos. Agora, enfrentar a Transamazônica é para lá de desafiador. E se você for a única mulher em um grupo de carros com todos os motoristas, navegadores e zequinhas do sexo masculino? Esta é a aventura da trilheira Jéssica Fraga, que participa em fevereiro da expedição Sergipe Transamazônica 2020.

Os trilheiros partem de Aracaju, capital sergipana, no dia seis de fevereiro em um comboio de 13 veículos e 30 jipeiros, com direito a médico e equipe de apoio, para percorrer as trilhas da maior floresta tropical do planeta Terra. E Jéssica Fraga está preparada para enfrentar os riscos da Amazonia. Não são só os desafios nas trilhas. Há riscos de carros quebrados e, como diz na brincadeira, com BO (Boletim de Ocorrência) de perda total, sem a possibilidade de prosseguir no comboio de trilheiros.

Por ser uma aventura na selva há regras e normas de sobrevivência. A primeira delas é todos com a carteira de vacinação em dia.

Ninguém vai viajar, saindo de Aracaju, com qualquer tipo de doença ou uma leve gripe, por exemplo. Isso pode evoluir para uma situação de saúde mais grave em plena aventura na Floresta Amazônica. Jéssica explicou ainda que a coordenação da expedição Sergipe Transamazônica preparou a viagem ao longo de 2019 e elaborou uma cartilha de convivência dos trilheiros. Um das regras básicas é a união com bom senso e respeito mútuo.

Como única mulher a participar da expedição 2020, a trilheira vai pilotando seu Troller a partir de Porto Velho. “Mas já estou na adrenalina aqui em Aracaju”, adianta. Diante de toda a expectativa que vem sendo criada, Jessica diz que não quer esquecer nada, incluindo o kit de maquiagem, que é seu amuleto.

A expectativa para colocar o carro na lama e nas trilhas da floresta é grande. E a responsabilidade, adianta Jéssica Fraga, é dobrada. “A Transamazônica é a busca da minha graduação, uma realização de um sonho, pois offroad também é coisa de mulher e, principalmente, para quem já teve um ensaio na lama, assim vamos transpor os atoleiros da BR-319”, garante, confiante a trilheira.

Um breve relato de Jéssica Fraga sobre a expedição Transamazônica:

Qual será o roteiro e a preparação dos pilotos e navegadores?

Jéssica Fraga – Devemos percorrer mais de 14 mil quilômetros, saindo de Aracaju e passando por Serra do Ramalho / Brasília / Cuiabá / Vilhena / Porto Velho / Humaitá / Labria / Manaus / Aripuã / Apuí / Itaituba / Alter de Cima / Santarém / Uruara / Marabá / Picos / Salgueiro / Paulo Afonso e Aracaju. Com saída prevista para o dia 06 de fevereiro. No total, serão 30 jipeiros, incluindo pilotos e navegadores, em 13 veículos, incluindo Troller, Hilux e Amarok. Uma vez ao mês nos reuníamos para alinhar a viagem, durante todo o ano de 2019.

É a sua primeira expedição Transamazônica e justamente só você como mulher no grupo? Qual carro você vai usar? O veículo tem quais preparações?

Jéssica Fraga – Sim é a minha primeira expedição Transamazônica e sou a única mulher do grupo a participar da expedição, com o veículo offroad Troller, que vem sendo preparado ao longo do ano, com snorkel, guincho, hi-lift e inclusive com o meu kit maquiagem que vai está sempre ao meu lado e será o meu amuleto rsrs.

Vai dirigindo ou de navegadora?

Jéssica Fraga – Quem advinha??? Rsrsrsrs vou dirigindo.

O que espera em uma viagem tão longa e desafiadora nas trilhas da Floresta Amazônica?

Jéssica Fraga – Uma grande expectativa de enfrentar muita lama e adrenalina, principalmente diante de toda a expectativa que vem sendo criada, por ser a única mulher do grupo, mas posso afirmar que a lama corre em minhas veias.

Há riscos de doenças e outros problemas de saúde. Haverá regras de convivência? tipo normas de segurança, de saúde e de relacionamento?

Jéssica Fraga – Sim há vários riscos de doenças, principalmente quando pensamos na maior floresta tropical do mundo. Todavia com a devida precaução todos dos grupos estão com a caderneta de vacina em dias e nos acompanhará um médico jipeiro. A principal regra de convivência é bom senso e o respeito mútuo pois constituem as melhores referências para o convívio com padrões de civilidade, de saúde e interpessoais.

 

Previsão de chegada? Nos relatos de quem já foi, quais são os principais problemas que podem acontecer, incluindo o de quebra de veículo

Jéssica Fraga – Provavelmente, 08 de março. Segundo relatos, o trânsito na rodovia é quase impraticável, o que se torna emocionante e apaixonante para nós jipeiros, claro que inclui a quebra de algum veículo, contudo todos estamos indo preparados como peças que possamos a vim utiliza-las, e nos acompanhará um mecânico para apoio. Finalizo informando que a transamazônica é a busca da minha graduação, uma realização de um sonho, pois offroad também é coisa de mulher e, principalmente, para quem já teve um ensaio na lama, assim vamos transpor os atoleiros da BR-319.

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